Em artigo publicado no volume XXIV, da revista Fides Reformata, o pastor e professor Chun Kwang Chung levanta uma questão muito importante: a tradução de Mateus 28.19.
“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;”
Mateus 28.19 (ACF)
Recentemente, o ide nesse versículo tem sido alterado para indo. Pode parecer uma diferença pequena, mas o sentido da ordem dada por Jesus é alterado. O indo traz uma ideia de que devemos evangelizar no decorrer de nossa vida cotidiana. Nessa visão, o ir aos confins da Terra não se enquadra.
Segundo Chung, “os tradutores estavam corretos ao traduzir o particípio πορευθέντες como imperativo, ‘ide’, pois gramaticalmente ele toma emprestado do verbo principal essa característica”.
Muitos preferem dar destaque ao “fazei discípulos”. Algumas igrejas estão focadas em pregar apenas para os seus membros. O discipulado é muito importante, foi o método que Jesus usou com aqueles que o seguiam, mas o Senhor não se limitou a pregar nas sinagogas ou em sua cidade natal.
Ele se deslocou e teve encontros com pessoas rejeitadas pela sociedade. Ele foi até a mulher samaritana, teve seus pés lavados por uma mulher pecadora, operou milagres na vida de leprosos.
“Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.”
Marcos 2.17 (ACF)
E não podemos esquecer o que vem depois de “fazei discípulos”, Jesus nos envia a todas as nações! Devemos sim fazer discípulos na nossa comunidade, mas os confins da Terra esperam pela manifestação dos filhos que pregarão a salvação em Cristo.
Louvamos ao Senhor por cada luta travada e cada vitória
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