Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão.
Salmo 67.7
Ao se abordar o tema missionário no Antigo Testamento, observa-se que a aliança firmada entre Deus e Israel em Êxodo 19.5-6 possui tanto bênçãos e privilégios quanto responsabilidades, sobretudo, de ser o sacerdócio real perante as nações da terra, cabendo-lhe também anunciar e ensinar a Lei de Deus.
“A escolha de Israel para ser alvo da revelação da Lei e das bênçãos divinas tinha por finalidade fazer o senhorio do Senhor conhecido entre todos os povos.”
O salmo 67 pode ser utilizado como uma ilustração de que as bênçãos pactuais geravam uma obrigação missionária de Israel perante as nações. Aliás, a consciência missionária de Israel é vívida no livro dos Salmos, onde há várias convocações para que as nações louvem ao Senhor.
Porém, as Escrituras deixam claro que a revelação divina não se deu por causa de e nem apenas a Israel, mas que esse povo, de posse dos propósitos do Senhor, deveria comunicá-los a todos.
Em Abraão, Deus deixa evidente que o propósito do chamado não era tornar Israel uma nação populosa ou poderosa em si, mas, abençoar todas as famílias da terra (Gn 12.3).
Paulo, em Gálatas 3.8, lança luz sobre o significado de: “em ti serão benditas todas as famílias da terra”: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos”.
Assim, sem dúvida, estamos no ponto central do evangelho e missões em ambos os Testamentos. Aprouve a Deus manifestar primeiramente a Israel sua aliança para que este anunciasse ao mundo a mensagem da reconciliação com Ele.
Louvamos ao Senhor por cada luta travada e cada vitória
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